Priscilla Caetano

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‘Gigantes de Aço’ é mais do que golpes de boxe e metal retorcido, é vida

In Cinema on 20 de outubro de 2011 at 20:24

Assisti a pré-estreia de Gigantes de Aço e devo confessar: a maior das minhas pretensões ao entrar na sala de cinema era limpar a vista com o belo sorisso – e o incrível físico – de Hugh Jackman. Mas fui surpreendida!

O filme, que é dirigido por Shawn Levy (Uma Noite no Museu 1 e 2), estreia nesta sexta-feira, dia 21 de outubro, nos cinemas brasileiros e, para aqueles que pretendem assistí-lo, um aviso: não entre na sala de exibição esperando apenas socos, golpes de boxe e metal retorcido. O longa trata de um drama familiar entre pai e filho e, como é comum nos filmes de drama, Gigantes de Aço tem bastante sentimentalismo e a história que corre paralela às lutas dos robôs tem grande peso na trama.

Gigantes de Aço se passa em um futuro próximo, no ano de 2020 mais precisamente, quando os humanos já não podem mais oferecer o que os fãs de boxe querem: lutas que vão até a morte. Nesse cenário, portanto, surgem os combates entre robôs e o boxe se transforma em um esporte de alta tecnologia. E é assim que Charlie Kenton (Hugh Jackman, Wolverine), um ex-lutador, segue sua vida: conduzindo robôs de arena em arena, fazendo péssimas escolhas nos combates e acumulando dívidas pelas cidades por onde passa.

Mas a chegada de Max Kenton (Dakota Goyo, Thor) muda a direção da história. O menino de 11 anos é filho de Charlie com uma antiga namorada, que acaba de falecer. Na briga pela custódia do pequeno Max, Charlie se vê obrigado a cuidar do filho durante o verão antes que a tia do garoto assuma todas as responsabilidades sobre ele. Sem conhecer nada da vida de Max, o ex-lutador embarca no seu caminhão junto com o filho para correr atrás de novos combates. Já Max, que é apaixonado por vídeo games, vê o trabalho do pai como a maior de suas diversões até que a dupla descobre Atom, um robô que parece entender a alma humana e vai transformar a relação de pai e filho e as regras de força e poder da Liga Mundial de Combate entre Robôs.

A atuação dos robôs, aliás, é um quesito a parte em Gigantes de Aço, as máquinas não parecem ser animações. Os movimentos são perfeitos e as expressões faciais chegam a assustar de tão reais. Destaque para a cena em que Atom trava um combate com Zeus, valendo o cinturão. Atom é um robô de modelo antigo, encontrado por Max em um ferro velho, e feito para treinar outros robôs. Já Zeus é o robô top de linha e atual campeão da Liga Mundial. Acontece que, além dos golpes pré-definidos na memória, Atom tem a função sombra, onde ele é capaz de copiar os movimentos executados por uma pessoa. Na luta contra Zeus, Charlie relembra seus tempos de pugilista e faz Atom copiar cada uma das suas ações. A sincronia dos golpes, os movimentos de câmera e a emoção dos personagens dentro e fora do ringue fazem dessa cena um verdadeiro show.

Mas o grande destaque de Gigantes de Aço é o pequeno Dakota Goyo, que com apenas 12 anos mostra uma incrível atuação nas telonas. Sua maturidade profissional é tanta que o ator canadense soube dosar perfeitamente o sarcasmo de uma criança prodígio e a inocência infantil exigidos pelo personagem Max. Não há nenhuma cena no filme em que Dakota fique em segundo plano ou a atuação de Hugh Jackman ofusque o talento do ator mirim. O personagem de Hugh, aliás, cresce com a chegada do pequeno Max na trama.

Gigantes de Aço é classificado como um filme de ficção, mas o diretor Shawn Levy deu seu toque de emoção e fez a história ser atrativa para todos os públicos. Meu ingresso valeu a pena.

Priscilla Caetano

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